"> Teste Volta às Aulas: Que tipo de mãe você é? • Miss Mãe
 
17/02/2016

Teste Volta às Aulas: Que tipo de mãe você é?

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Oi minhas amoras lindas!!

Estamos vivendo uma época cheia de emoções: a volta às aulas! De um lado a gente fica feliz por ver o crescimento deles, por saber que eles estão se desenvolvendo e, claro, por ter um tempo a #SósConsigoMesmas, mããããs por outro… Ai ai! Bate uma agonia né?? Tem criança que chora, que inventa desculpas para não ir, que não quer sair do seu colo… Ih!! Cada dia é uma novela! Até que eles se acostumam e chegam novamente as férias!

Por isso resolvi fazer esse teste!!! Para saber que TIPO DE MÃE VOCÊ É NA VOLTA ÀS AULAS! Na verdade, é uma brincadeira pra gente falar sobre algo sério: como nossas emoções interferem nas emoções de nossos filhos. Anote aí as respostas e no final confiram o resultado e a conclusão das psicólogas Raquel e Luciana do Núcleo Corujas! Espero que gostem, se divirtam e aprendam!

1. Deu ruim. O primeiro dia de aula, ao invés de ser um sonho, foi um pesadelo. A criança chorou e não quis ficar de jeito nenhum na escolinha. O que fazer? 

a – Deixa chorando mesmo. Daqui a pouco ele se acostuma.

b – Leva de volta pra casa, afinal, quem quer ver o filho sofrer?

c – Fica junto com ele na escola e faz uma readaptação.

 2. Você deixou na escolinha e ele não chorou, mas também não sorriu. Só foi chegar em casa, deitar no sofá e ligar a tv para o seu celular tocar. Era a tia dizendo que ele estava chorando e chamando pela mamãe. O que vc faz? 

a – Desliga o telefone e finge que a ligação caiu.

b – Correeee enlouquecida para buscá-lo.

c – Pede para falar com ele no telefone e diz que a mamãe ama e logo logo vai buscá-lo, depois diz à professora que ligue novamente caso o choro persista.

3. Depois da escola você faz a famosa pergunta: “E aí filho? Como foi o primeiro dia de aula” E ele diz com voz de choro: “Nunca mais quero voltar àquele lugar”. O que você faz? 

a – Entra por um ouvido e sai pelo outro, afinal crianças adoram um drama.

b – Fecha a matrícula e procura outra escola.

c – No outro dia procura a escola e investiga, junto aos diretores e professores, se a reclamação dele tem algum fundamento.

4. Seu filho acorda de manhã e diz que está doente e não quer ir à escola. Estranho, já que não existe nenhum sinal de febre ou qualquer outro indício que confirme alguma doença. O que você faz? 

a – Diz que se ele estiver mesmo doente, vai ter que levá-lo ao médico para tomar uma injeção bem grande.

b – Faz a vontade dele e o deixa curtir uma tv e uma cama. Um dia só não tem problema né?

c – Explica a importância e as vantagens de ir à escola e tenta incentivá-lo a levantar e seguir sua rotina.

5. Toda vez que vai levar ele até a professora ele abre um berreiro. Isso te faz sentir culpada e uma péssima mãe. O que fazer? 

a – Vira as costas e segue a vida. Uma hora esse sentimento vai passar.

b – Toma ele do colo da professora, beija, abraça, diz que ama, diz que nunca vai abandonar, que ele é o bebezinho da mamãe e que se sente mal em deixá-lo sozinho, mas que é para o bem dele. Dá mais alguns beijos e abraços e diz à professora que vai levar você mesma até a sala de aula.

c – Dá um beijo, diz que o ama, explica que logo vai voltar e sem enrolação entrega o filho à professora.

6. Ele está na escolinha e você em casa. Aquele vazio e silêncio tomam conta do espaço e do seu ser. O que você faz? 

a – Sobe no sofá e grita “EU SOU A DONA DO MUNDO!” E vai comer aquele pedaço de pizza cheio de catupiry e assistir a sua série preferida.

b – Não para de pensar nele e liga de 5 em 5 minutos na escola para saber se está tudo bem.

c – Sente falta e quase chora. Depois liga para uma amiga que também tem filho e conversa sobre como passar por essa fase.


RESULTADO:

Maioria A: Você é a típica mãe desencanada. Isso é ótimo para você… Raramente se estressa e consegue seguir a sua rotina numa boa. Mas até que ponto ser muito #LegaLaizi é saudável na arte de maternar?

Maioria B: Você é uma mãe super super super protetora! Menina!!! Você consegue respirar outro ar, senão o do seu filho? Socoooorrooo! Será que viver 24 horas em função dele e fazer todas as vontades é uma boa opção?

Maioria C: Parabéns! Você é uma mãe NA MEDIDA CERTA! No final das contas aquela máxima de “Nem 8 e nem 80” é a melhor receita para se viver uma vida longa, principalmente quando o assunto é maternidade!

 Sobre esse turbilhão de emoções!

Com a palavra, as psicólogas Raquel e Luciana, do Núcleo Corujas.

Quando os filhos voltam às aulas pode ser uma alegria para as mães pelo cansaço das férias ou uma tristeza para outras por não ter o filho ao lado, sentindo um vazio em casa.

Existem mães mais tranquilas que tratam a volta às aulas com naturalidade, e mães mais ansiosas que ligam muito pra escola para ter certeza que o filho está bem ou constantemente verificam as câmeras do local, pois muitas têm esse sistema integrado.

Antes de tudo cabe lembrar que estas situações podem precisar de readaptação a todos os envolvidos, pois todas as famílias passam por períodos estáveis, de reorganização e de crise. É importante os pais saberem que uma educação permissiva demais ou rígida demais não traz benefícios ao desenvolvimento emocional da criança, dessa forma, neste retorno às aulas os pais não devem ser nem indulgentes demais (pouco exigentes, com dificuldades de colocar e sustentar as regras e limites, apresentando pouco envolvimento emocional diante da necessidade e sofrimento da criança), nem autoritários demais (muito exigentes, apresentam muitas regras e limites, pouco afetuosos, pouca capacidade de empatia, centrados em si mesmos, desejando apenas a obediência do filho).

É comum algumas crianças não quererem retornar às aulas, principalmente após longos períodos de férias. Compreensível, já que elas viajaram, conheceram novos lugares, divertiram-se, ficaram mais tempo com os pais e tiveram menos responsabilidades. Assim, ela pode chorar, fazer birra e até ficar irritadiça. Por isso é preciso compreensão e paciência neste período. O ideal é conversar com os professores e caso houver necessidade, fazer uma readaptação escolar. Alguns dias antes de iniciar as aulas, se seu filho costuma ter dificuldade neste retorno, coloque-o para dormir e acordar no horário escolar, mostre a ele os novos livros e materiais escolares e, depois, assim que as aulas começarem, você pode ficar na escola algumas horas com ele e ir diminuindo esse tempo gradativamente.

Seja acolhedora, demonstre aceitação e amor pela criança, valorize-a e encoraje o desenvolvimento de competências sociais, incentive autonomia e a capacidade de fazer escolhas, coloque limites claros e firmes, sustente-os e sempre busque um diálogo aberto, evitando agressões físicas e psicológicas.

Não minta para ele. Se for embora, diga que está indo embora, mas que retornará para buscá-lo. Caso seja muito necessário, diga a professora para fazer uma ligação a você e se perceber que o sofrimento está muito intenso, retorne à escola e fique lá com ele até se acalmar. Por esse motivo algumas crianças ficam apenas poucas horas na escola com os pais, mas aos poucos isso vai melhorando. Respeite o tempo e ritmo interno de seu filho.

Acolha seu filho quando ele precisar, mas coloque limites e sustente-os, se necessário. Não incentive faltar sem necessidade, mostre que a escola é um bom lugar e que fará bem ao futuro dele.

Incentive as amizades, fique amiga das mães e fale com os professores e diretores para ajudá-lo na adaptação. Trabalho em equipe é sempre melhor e a escola deve ser uma aliada neste processo.


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Luciana e Raquel são psicólogas clínicas e hospitalares, formadas pelo Mackenzie com especialização no FACIS em psicologia Junguiana. Tem cursos específicos na área de gestantes e mãe-bebê. Experiência com gestantes, mães e famílias, desde atendimentos hospitalares e a domicilio a atendimentos no consultório.
Coordenadoras do Núcleo Corujas, um espaço para gestantes e famílias com grupos terapêuticos, cursos e atendimentos psicoterápicos.

Contato: www.nucleocorujas.com.br
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